Noventa por cento das empresas de MT tiveram prejuízos na pandemia, diz Fiemt

Por Jna Notícias 16/07/2020 - 10:15 hs

  Com queda no faturamento, demissões e redução na produtividade, as indústrias sofrem com os impactos das medidas para conter a disseminação de Covid-19 no Estado. Segundo pesquisa da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), mostram que 90% das empresas do setor tiveram prejuízos e 40% reduziram a produção. Ao todo, 50 empresários de 8 segmentos diferentes participaram do levantamento.

  O impacto dos decretos municipais foi considerado negativo para 70% dos entrevistados, enquanto que as decisões do governo estadual dividiram as opiniões dos empresários: 46% classificaram como positivas e outros 46% como negativas. As determinações da esfera federal no combate à pandemia tiveram 50% de avaliação positiva.

  Para o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, a situação da crise se deve a diversos fatores como a queda da confiança do consumidor. “As indústrias de bens duráveis, como as que fabricam móveis e materiais de construção, por exemplo, têm encontrado problemas para comercializar os produtos”.

  Prova disso é que na pesquisa, 81% dos empresários relataram redução de vendas e 25% citaram a existência de dificuldade com novas receitas. Oliveira prevê que os impactos poderão ser maiores com o avanço da doença.

  “O maior impacto econômico está no comércio, serviços e nas micro e pequenas indústrias, que sofreram com o fechamento de postos de comercialização, por conta do lockdown, e das medidas de restrição à circulação de pessoas”, afirma.

  Como efeito direto dessa crise, 13% das empresas tiveram que realizar desligamentos de funcionários, sendo que desse percentual, 50% dos que responderam citaram ter demitido até 10% da equipe.

  Os números fazem parte da pesquisa sobre a percepção do empresário industrial divulgados pela Fiemt e Instituto Euvaldo Lodi (IEL MT) nessa quarta (15).

Previsão de recuperação é de um ano

  Para 56% dos empresários que participaram da pesquisa, o cenário econômico atual deve permanecer estagnado e 72% acreditam que a recuperação do seu negócio ocorra em até um ano. Entre as principais medidas para a retomada gradual da economia, os empresários citaram incentivos ficais (72%), novas linhas de crédito (70%) e isolamento vertical (60%).